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"Para que viver? Tudo � v�o! Viver... � trilhar palha; viver... � queimar-se sem chegar a se aquecer" - F. Nietzsche, Assim Falou Zaratrusta .
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28/07/2006 19:11
Darling, give me your absence tonight
Take the shade from the canvas and leave me the white
Let me sink in the silence that echoes inside
And dont bother leaving the light on
cuz I suddenly feel like a different person
From the roots of my soul come a gentle coercion
And I ran my hand oer a strange inversion
A vacancy that just did not belong
The child is gone
Honey help me out of this mess
Im a stranger to myself
But dont reach for me, Im too far away
I dont wanna talk cuz theres nothing left to say
So my
Darling, give me your absence tonight
Take all of your sympathy and leave it outside
cuz theres no kind of loving that can make this all right
Im trying to find a place I belong
And I suddenly feel like a different person
From the roots of my soul come a gentle coercion
And I ran my hand over a strange inversion
As the darkness turns into the dawn
The child is gone
The child is gone
enviada por Millie Vanillie
03/05/2004 00:46
O Retorno dos Cavaleiros de Jedi
Aproveitando o retorno temporário do limbo, após conversas extremamente elucidativas com os filósofos, sob a luz que eclodia da filosofia, vamos para uma rápida atualização dos causos verídicos que aconteceram de verdade e vamos para o Limbo de novo.
- O Rafa está crazy in love e não é pela balzaca. Aliás, ele está namorando e muito bem, obrigado. Em resumo, toda aquela choradeira que só Minduím, o pródigo, tinha a atenção da mulherada era tudo balela.
- Minduím, o enrolado, continua enrolado. Depois de ler o Budapeste, do Chico Buarque, ele decidiu que vai virar um escritor fantasma de fanzines húngaros. Desistiu da idéia de ser astronauta.
Vocês esperavam outra coisa?
Enfim, como ninguém mais deve ler este blog, não adianta ser mais prolixo que um argentino, vamos escrever só o que realmente é necessário.
Existem marés e existe a Lua... Existem canções:
Muito antes de Jung, Rimbaud e Engels serem discutidos em mesa de bar, um assunto não sai das mentes conturbadas das pessoas
Aquele assunto que nos faz acordar no meio da noite com uma dor dilacerante no peito, faz-nos perder horas do dia pensando em sutilezas inúteis, aquele assunto que torna você mais vulnerável e conseqüente um idiota involuntário.
Certo dia, numa cidade que não importa o nome, uma pessoa me disse que tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor (isso é doutrina budista, não Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto). Legal, o Renato Russo já havia me ensinado isso (muitos) anos antes.
So what?
Essa pessoa, da cidade que não importa o nome, continuou o raciocínio de uma forma inédita até então. Buda (okay, a pessoa dizia Renato, mas vou omitir essa parte) não estava se referindo à dor física ou espiritual, eu sei lá quantos tipos de dores devem existir, mas ao medo de se entregar para alguém.
Uma afirmação absurda, quiçá insana como essa chega a ter um certo sentido, you know that?
A mesma pessoa da cidade irrelevante metaforizava a condição pessimista do ser humano, que morre de medo do que pode acontecer hipoteticamente.
Seguindo uma espécie de Manual Jim Morrison de auto-explicação, hipoteticamente provém de hipótese, e isso quer dizer que pode acontecer ou não.
Se viramos noites de sono imaginando o que pode dar errado, por que será que não conseguimos imaginar o que pode dar certo?
É a tal condição pessimista que tornou o imbecil do Murphy famoso.
Nos privamos de oportunidades únicas e verdadeiras por medo de errar. O velho texto batido dos amantes mal amados continua num ciclo vicioso sem fim.
Sem querer, dizemos adeus exatamente por que não queríamos fazer isso.
A pessoa da cidade incógnita tinha uma certa razão em seus devaneios literários imprecisos. Ela poderia escrever um livro de como não agir numa pretensa relação que seria um sucesso. Burro, mas um sucesso.
Claro que isso não foi contado à toa.
A tal pessoa havia perdido uma pessoa querida por medo de errar como havia errado durante toda a vida.
o}+>, como vamos chamá-lo a partir de agora (escrever pessoa da tal cidade encheu o saco), descreveu sua pretendida, sim era uma mulher, como alguém única no mundo, julgou ter recebido o presente da própria Afrodite, como na ocasião em que ela mostrou Helena ao Príncipe Paris e fodeu (ops) com a Grécia e Tróia. Uma mulher com uma beleza interior e exterior tão grande que deixava o}+> tonto sempre que estava por perto.
Durante anos eles estiveram à mercê do inevitável, mas inexplicavelmente nunca ficaram juntos como todos esperavam.
O porquê?
Como eu vou saber? Perguntem ao o}+>.
Anyway, o nosso nobre o}+> não esperava que sua pretendida rompesse o acordo silencioso de não se manifestarem e num dia chuvoso declarou tudo o que sentia e tanto a inspirava e incomodava.
Entorpecido pela surpresa, o}+> disse que não conseguiu fazer nada além de ser extremamente frio e superficial. Profundamente superficial. Tratou daquele assunto tão importante como se estivesse falando do resultado da tele sena. Fez a pretensa se sentir uma imbecil, que se afastou e nunca mais tiveram um resquício do que tiveram um dia.
Depois disso, o}+> voltou para as mulheres fáceis e burras, afinal, dá muito trabalho tentar ser completo, verdadeiro e feliz com alguém que realmente valha à pena.
Mas não houve arrependimento.
Nós nascemos, crescemos, nos tornamos burros, tomamos decisões erradas, estragamos tudo, casamos com a pessoa errada e depois morremos, dizia o}+>. É a vida.
Eu vou correr para os discos da Legião encontrar mais mensagens subliminares como essa.
Mas antes, um piano, metais, baixo acústico e uma voz feminina... É uma pena, mas você não vale à pena. Não vale uma fisgada dessa dor Deve ser a pretensa do o}+>.
Porra, por que o macaco aprendeu a falar?
enviada por Millie Vanillie
07/03/2004 23:14
Nóis capota, mais nóis num breca!!!!
Amigos leitores,
Temos o prazer de informar que vocês podem parar de chorar e rezar para Virgílio buscar-nos no círculo mais profundo do inferno de Dante.
Voltamos do inferno que a Diaba com as pernas marcadas por infinitos buracos é senhora absoluta. E nem é tão feio assim.
Rolou um racha no ZP e 50% de nosso staff foi gentilmente convidado a deixar o QG antigo (vulgo escritório, estágio, senzala). Os outros 50% (Rafa) ficaram para contar história.
Mas isso não foi o suficiente para nos abater.
Após uma breve passagem no Limbo conversando com os pensadores, quase uma semana de emoção extrema depois de ver a platéia que presenciava a entrega dos prêmios do Oscar 2004 aplaudir o Sean Penn (nosso ídolo) de pé, e um período em clínicas de desintoxicação para tratarmos das crises de abstinência que sofremos ao nos livrarmos do terrível vício das balas Juquinha (Cold Turkey é foda), nóis tamo na fita e os praibói ta no DVD!!! Somos piores que o Jason e o James Brown: Quando você acha que eles estão acabados, eles aparecem mais fortes (Descontando os sopapos em cônjuges).
Vamos às novidades:
- A balzaca que andava dando bola para Minduím, o herói, se encheu de enrolação e resolveu trazer o Rafa para os braços de Balzac. Não é lindo? Eles estão namorando sério e já até andaram escolhendo nomes para os filhos que terão: Se for menina será Madeinusa, e se for um menino será Madeinuso. Para você que fez cara de interrogação, explicamos: Madeinusa é um nome que a futura mommy viu numa roupa e achou lindo Na verdade foi na etiqueta da tal roupa, que estava escrito Made in USA.
Ai, ai, não teve graça nenhuma...
- Minduím, o pródigo, arrumou novo estágio e já está se envolvendo com o Zé Povinho de lá. Ele andou dando uns esporros numas ex que andavam se achando especiais demais também... E agora está se dedicando mais aos livros e menos às suas fãs. Chuta que é macumba!
- Botinha, sempre ele, tomou outra bota.
Pronto, acabaram as novidades.
Arreia as calças e mostra...
E o carnaval de vocês, como foi?
Usaram camisinha, vomitaram fora do carro, beberam o suficiente para não se lembrar das criaturas pouco agradáveis esteticamente (para não dizer horríveis) que vocês andaram abraçando?
Nós andamos observando os jovens freqüentadores dos ambientes de luxúria que só existem no nosso Brasil e descobrimos que a nossa geração é mais sexualmente ativa, mas incrivelmente desprovida de qualquer resquício de dignidade intelectual e cultural.
Somos divididos em grupos estereotipados que, na maioria dos casos, fala, pensa e age da mesma forma:
- As meninas que dizem fala sério a cada frase, são as mais comuns: com uma garrafa de Smirnoff Ice na mão e nada na cabeça, rebolam atraindo a ala masculina, beijam o primeiro Zé que aparece, são arrastadas contra a vontade para uma rua escura, fazem o diabo e terminam a noite dizendo Eu nunca tinha feito nada assim antes, você acha que eu sou vadia?. Não, minha filha, você é a Madre Tereza de Calcutá...
- Os caras são criativíssimos e cometem famosas abordagens. É bem simples, você também pode aprender - É só olhar para o cabelo da vítima em potencial e fazer um convite implícito irresistível, como por exemplo: Nossa, MORENA, eu estou louco para beijar a sua boca Se ela resistir, insista Só dá você aqui, você é a mais gata, estou te olhando desde que cheguei E não é que dá certo???? Mas, se mesmo com todas essas táticas mais infalíveis que planos do Cebolinha você ainda tomar um sai daqui, é só pedir para a gata te apresentar a amiga feia, que provavelmente estará dançando perto do banheiro masculino, onde está a maior concentração de bêbados terminais que não ligam mais para esse negócio de beleza.
Quando o Umberto Eco caracteriza o falso absoluto, diz que é a Vênus de Milo com os dois braços. Nossos colegas de geração representam a Vênus de Milo sem braço nenhum.
É como você olhar para A Metamorfose de Narciso, de Dalí.
De um lado, existe a aparência ostentada, aquela aparência criada arduamente em laboratórios, em sessões diárias de Malhação, Capricho, MTV, Charlie Brown Jr, CPM22 e congêneres.
Do outro lado, a verdadeira aparência: disforme, feia, vazia e solitária, acaba se tornando uma antítese dela mesma. Discursos frágeis, perspectiva de futuro nula, preocupação com o umbigo maior do que o normal. Não gostam de cinema (Só vou para das uns malhos), de livros, de música de verdade, não querem trabalhar e se orgulham disso. O maior modelo deles é um poeta que abusa da rebeldia de plástico, que não usa sapato, mas quer que isso se foda.
Ter uma conversa inteligente é mais difícil que acreditar na Tiazinha como atriz séria.
Atendendo a pedidos
Na verdade, foi um pedido só: A gracinha da Dri perguntou de quem era a música que havia sido postada há umas semanas.
Como provavelmente alguém mais deve ter feito a mesma pergunta, aí vai:
Feelin' The Same Way está o primeiro disco da Norah Jones e foi uma homenagem meio enrustida à Laranja Mecânica. Existe uma cena clássica que, o Alex DeLarge e seus amigos aterrorizam um escritor e sua esposa. Enquanto eles cometem as maiores barbáries possíveis e imagináveis, o líder (DeLarge) canta o tema do filme Cantando na Chuva.
Guardadas as devidas proporções, a Diaba era o DeLarge e nós éramos as vítimas espancadas e violentadas. A contraposição da situação caótica com uma música bonitinha ao fundo é a coisa mais demente que pode existir.
E nós somos especialistas nessa área, não é, Dri?
Dia Internacional da Mulher
Dia Oito de Março é apenas um símbolo da luta e (principalmente) das conquistas das mulheres em todo o mundo, especialmente a partir dos anos sessenta. A importância das mulheres é bem maior, não há como ser representada em uma única data.
Esquecendo piadas de mau gosto, como que os outros 365 (ano bissexto) dias são dos homens, queremos parabenizar todas as mulheres pelo dia e dizer o quanto elas são admiradas pela força, grandeza de alma, beleza, graça.
Principalmente, por agüentarem nosso mau humor, nossa presunção e prepotência nos mostrando que não existem sexos e raças, existem seres humanos.
Mulheres, nós amamos vocês. Vocês querem um abraço?
enviada por Millie Vanillie
15/02/2004 10:08
Beatriz
(para o Rafa, com carinho)
Eu precisava de algo sensual sem ser agressivo, sentimental sem ser piegas, hipnotizante e direto: Embrya, do Maxwell era o disco que eu precisava.
Enquanto isso, ela estava sentada na minha frente, sorrindo. Olhava com atenção para os meus gestos como se não quisesse perder um único segundo daquela noite.
Entreguei a ela uma taça de vinho, o ambiente sugestivo e os tons baixos de nossas vozes denunciavam a nossa única intenção.
Estávamos saindo havia um mês e ela resistia à idéia de ficarmos completamente a sós.
Devemos nos valorizar, ela dizia.
Desde que fomos apresentados por um amigo em comum, sentimos uma ligação imediata, ela já parecia ser a mulher que colocaria um ponto final na minha vida errante, cheia de mulheres frívolas que se interessavam por tudo, menos no que eu era de verdade.
Sumamente culta e inteligente, gostava de Salvador Dali, Goethe, Gershwin, Seal, Nietzche, Blake, João Cabral, Luiz Fernando Veríssimo, Miles Davis, Davina. E era linda.
Estava diante de mim e nos beijávamos.
Ela mordia os meus lábios enquanto tirava a minha camisa. Despia-se e fazia o mundo inteiro desaparecer.
Mergulhava em sua pele e sentia seu coração batendo forte.
Famintos, tomamo-nos com força. A força dos desesperados por uma vida inteira sem solidão.
Ela dizia que eu era especial e que desejava isso desde o primeiro dia.
Sua calcinha deslizava suavemente pelas suas coxas e em um segundo ela estava nua, mais linda do que nunca.
Mas ela interrompe.
- O que nós dois temos?
- Eu não sei. digo confuso Algo especial, que eu não senti antes.
- Sabe, eu não quero que você ache que eu sou uma mulher qualquer.
Como? Ela acha que o Revolver é o melhor disco de todos os tempos, ela não é uma qualquer. Ela é linda e inteligente, a única que eu respeitei de verdade em anos.
- Você não é uma qualquer, eu acho você incrível disse, sem disfarçar o espanto.
- Eu só tive um namorado por anos, não estaria me entregando para você se achasse que você só está interessado nisso.
- Mas eu não estou só interessado nisso começo a ficar confuso.
- Então, está interessado em que?
- Em tudo o que você representa.
Peraí. Ela nunca havia perguntado essas coisas, por que agora? Não é meio tarde para isso?
- Você já saiu com amigas minhas, eu sei o que você fez com elas.... Não quero isso para mim.
Entendi. Meu passado me condena. Eu não faço idéia de quais amigas ela se refere, mas não é bom perguntar.
- Você é diferente. Eu sinto como se nos conhecêssemos desde sempre.
- Eu tenho medo que você suma da minha vida depois de hoje. Não quero isso, até porque não temos nada e...
- Claro que temos interrompo eu acredito que estamos consolidando uma coisa sólida, paudurescente.
Porra, o que foi que eu fiz? Assumi um namoro?
- Que bom que você acha isso... seu sorriso compensou o sacrifício.
Enquanto falamos, eu balanço levemente o corpo, me movendo sugestivamente entre suas pernas, sentido-a se excitar e perder a fala.
Eu a violo como nunca havia feito antes com ninguém, prestando atenção na sua respiração, a mordida que ela dava em seus lábios, seus gemidos abafados pela música, seu calor que aumentava a cada segundo.
Pela segunda vez na noite, ela me interrompe:
- Bate na minha cara, me chama de puta.
- Quê???- eu devo ter entendido errado.
- Bate com força na minha cara, me chama de puta, de cadela.
Afasto-me dela como se não acreditasse em mais nada no mundo, como se tivesse descoberto a verdade por trás de Matrix.
- Vai embora, eu tenho um compromisso, depois eu te ligo.
Ela se veste sem entender absolutamente nada. Fala mais algumas coisas das quais eu não prestei a mínima atenção e vai embora, provavelmente achando que eu sou louco.
Eu precisava de algo que me lembrasse que ainda existem pessoas autenticas no mundo.
Welcome to Cruel World, do Ben Harper. Título mais perfeito para aquele momento não existia.
Devemos nos valorizar, ela dizia.
Eu vou ligar para a irmã de um amigo meu, a que eu andava saindo antes e só queria saber de sexo. Pelo menos ela é sincera.
enviada por Millie Vanillie
11/02/2004 12:13
A guerra é aqui!!!
Estamos assistindo (horrorizados, diga-se de passagem) a guerra mais sangrenta de toda a história da humanidade: A chefe na TPM contra os cândidos estagiários.
Em razão disso o Rafa foi seqüestrado e eu sou obrigado a ficar olhando para sua cara de bolacha maisena.
Parafraseando Nietzche, devemos ser superiores à humanidade (leia-se patrões) em força, grandeza de alma e em desprezo. Por isso, não vou ficar falando das pernas dessa infeliz, que mais parecem o solo lunar de tantos buracos, não vou dizer que ela tem mais barba que o Papai Smurf, nem que seu jeito único de andar faz-me lembrar de uma foca.
Ah, também não vou ficar escrevendo porque ela chegou...
Abrassos
Feelin' The Same Way
The sun just slipped its note below my door
And I can't hide beneath my sheets
I've read the words before so now I know
The time has come again for me
And I'm feelin' the same way all over again
Feelin' the same way all over again
Singin' the same lines all over again
No matter how much I pretend
Another day that I can't find my head
My feet don't look they're my own
I'll try and find the floor below to stand
And I hope I reach it once again
And I'm feelin' the same way all over again
Feelin' the same way all over again
Singin' the same lines all over again
No matter how much I pretend
So many times I wonder where I've gone
And how I found my way back in
I'll look around awhile for something lost
Maybe I'll find it in the end
And I'm feelin' the same way all over again
Feelin' the same way all over again
Singin' the same lines all over again
No matter how much I pretend
enviada por Millie Vanillie
09/02/2004 14:36
Rafa em Hollywood:
O anti-americanismo anda mesmo na moda. Qualquer lugar que se olhe, há uma penca de neguinho gritando contra o Bush, contra os falcões da Casa Branca e contra as barreiras protecionistas americanas. Até aí tudo certo. O problema é que essa raivinha se estende a outras áreas, com o entretenimento das massas, mais especificamente, o cinema.
Essas linhas foram escritas baseadas em um dos maiores épicos que o cinemão americano criou nos últimos tempos, o já crássico (sic) Bad Boys II.
Depois da seção deste filme que rolou ontem a noite lá em casa, e depois dos comentários pós-exibição da galera que assistiu, cheguei a conclusão de que o nível de respeito pela inteligência humana nunca foi tão baixo em Hollywood. E conclui também que a galera anda generalizando as coisas.
Bad Boys é um lixo? É? É pretensioso? Porra, um filme de ação sem cérebro, protagonizado por Will Smith e Martin Lawrence que dura 147 minutos não é pretensioso? Por enquanto eu concordo. Mas dizer que nos EUA hoje só se produz lixo cinematográfico é no mínimo ingenuidade.
Vejamos os filmes concorrentes ao Oscar deste ano: tudo bem, há filmes com uma estrutura clássica e roteiros batidos, como Seabiscuit e Mestre dos Mares, mas há tb Lord of the Rings com grandes chances, o filme da filha do Copolla nas cabeças e o maravilhoso Sobre Meninos e Lobos, com meu ídolo Sean Penn. Pra não falar que no ano que foi embora teve X2, Procurando Nemo e Piratas do Caribe entre os blockbusters.
Ou seja: há vida inteligente no cinema americano. Quem busca qualidade não precisa dizer que vai ao Espaço Unibanco pra ver as últimas produções iranianas ou chinesas. Há diretores excelentes da nova geração made in USA: David Fincher, P. T. Anderson, Sofia Copolla, Doug Liman, pra não falar do neozelandês Peter Jackson e nos "queimados" Irmãos Wachowski, que exageraram a dose em Reloaded e Revolutions, mas mataram a pau no primeiro Matrix.
Resumindo: pra que tanto preconceito? A gringolândia também tem coisa legal.
Deixa eu ir embora, pq a chefe me pegou no pulo.
Abrasso
PS: Peter Jackson, Sofia Copolla e Clint Eastwood que me perdoem, mas o Meirelles é quem devia levar o carequinha.
enviada por Millie Vanillie
08/02/2004 20:57
Império de Mentiras
O Estados Unidos está se tornando, sem dúvida alguma, o maior império de toda a história da humanidade.
Os fatores que levaram a esta constatação triste podem ser múltiplos, mas vamos tentar resumir:
- Foi bunda-mole durante a 2ª Grande Guerra, dando incentivo para o mundo inteiro se matar, ficando emergente como a Vera Loyola ao final dos conflitos;
- Investe boa parte do capital do país em qualquer coisa que leve a aumentar seu poderio bélico;
- Existem suspeitas de que ele fabrica dinheiro a esmo, sem se preocupar com quanto o país tem de ouro em cofres, gerando assim, uma riqueza falsa;
- Boa parte deste suposto dinheiro de mentira é emprestado a países pobres, sendo cobrados juros exorbitantes sobre o empréstimo;
- Mostra a sua supremacia sobre países considerados hostis sem esperar nenhum aval da ONU. Ah, o Brasil está começando a ser considerado como um país hostil...
- Segundo nossos informantes, Cuba é o próximo alvo e Fidel o próximo satã que nosso maior protetor, George W Bush, derrotará.
Pensando nisso, nós resolvemos iniciar um movimento que chamaremos de FLHPACB Frente de Libertação da Humanidade dos Porcos Americanos com Cabeça de Batata. Se você acha muito extenso, chame somente de Frente.
A Frente terá um programa revolucionário de libertação, que será comentado didaticamente para entendimento da nação.
A primeira providência é aprender com o inimigo. Devemos pegar um ponto que os emergiu e transformá-lo em nossa base para a redenção.
A máquina de fabricar dinheiro, oras, o que mais?
Vamos fabricar um monte de dinheiro e comprar dólar americano, além de lançar a nota de 500 reais no mercado. A nota terá o rosto de Minduím, o herói da libertação, estampada.
Vamos aumentar nosso poder bélico terceirizando as forças armadas.
Podemos contratar exércitos da Fraca, da China, da Venezuela, do nosso amado Azerbaijão e por que não dos Estados Unidos? Já que eles são tão capitalistas, não se importarão em lutar contra o próprio país, desde que ganhem para isso.
Precisamos de um líder.
Um líder forte como Musashi, revolucionário como Che Guevara, ambicioso como Alexandre, o Grande, e bonito como o Brad Pitt.
Minduím, o salvador, para presidente!!!
O programa começará no exato momento em que o próximo americano imbecil mostrar o dedo do meio para as câmeras de identificação de um aeroporto brasileiro.
Vamos prender esse americano, açoitá-lo com espadas de São Jorge, torturá-lo com o ultimo disco do Johnny Cash, fazê-lo travestir-se de Carmem Miranda e cantar Dont Cry for Me Argentina Ele irá escrever por 500 vezes num quadro negro Buenos Aires não é capital do Brasil.
O problema disso será que, mesmo depois de destruir completamente Buenos Aires, o governo norte-americano perceberá que estranhamente o Brasil continuará forte.
Se você quiser fazer parte da Frente de Libertação da Humanidade dos Porcos Americanos com Cabeça de Batata é só mandar suas idéias para o programa de libertação.
Participe, o Brasil precisa de você.
Vida longa a Minduím, el comandante!!!
enviada por Millie Vanillie
08/02/2004 17:54
O Retorno do Rei:
Se nós não seremos agraciados pela presença de Janet "Peitos" Jackson na entrega do Grammy 2004, que acontece hoje à noite, teremos uma apresentação do Príncipe de Mineapollis, conhecido mundialmente como Prince.
Cada vez mais recluso, Prince concordou em se apresentar na festa de hoje, a primeira apresentação após o show que gerou o DVD (ele chegou a declarar que seria a última vez que tocaria seus hits ao vivo).
Anyway, ele pode tocar até "Atirei o Pau no Gato" que será melhor que qualquer outro show da noite.
Este post é só para avisa-los que após a apresentação do Rei, todos que assistirem, inclusive Mé e Josa, os fãs enrustidos, estarão gritando a plenos pulmões um coro só: O Prince é foda!!!
Hong Kung Fu
enviada por Millie Vanillie
08/02/2004 17:34
Todas as listas do Oscar 2004
Em uma época não muito distante, numa galáxia isolada, existia um periódico chamado 100cueca, uma publicação mais vanguardista que o Klaxon, mais cultural que a Bravo, mais musical que a Rolling Stone e mais Zé povinho que o Zé Povinho.
Após enfurecer a associação de pais e mestres do EMEI T. Mello Rego o 100cueca foi banido do mundo impresso, todos os seus exemplares foram queimados em praça pública e sua equipe de editores e repórteres foi empalada por Vlad III da Valáquia, conhecido popularmente como Drácula. Os poucos sobreviventes (o Office boy e a faxineira) foram exilados no Azerbaijão, de onde nunca mais poderão sair.
Sabendo desta história incrível, ZP resolveu continuar com a nobre missão do 100cueca, ou seja, irritar o maior número de pessoas possível. Para começar, fizemos uma lista, ou melhor, quatro listas com os possíveis vencedores do Oscar 2004.
Melhor Filme
Indicados:
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Encontros e Desencontros
Mestre dos Mares O Lado Mais Distante do Mundo
Seabiscuit Alma de Herói
Sobre Meninos e Lobos
- Quem deveria ganhar: Sobre Meninos e Lobos
- Quem vai ganhar: O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
- Quem o ZP quer que ganhe: O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (Já que A Laranja Mecânica não está concorrendo este ano, o que vai fazer com que recorramos à boa e velha ultraviolência no dia da premiação)
- Quem não deveria ganhar de jeito nenhum: Mestre dos Mares O Lado Mais Distante do Mundo (Chato, absurdamente chato)
Melhor Direção
Indicados:
Cidade de Deus Fernando Meireles
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei Peter Jackson
Encontros e Desencontros Sofia Coppola
Mestre dos Mares O Lado Mais Distante do Mundo Peter Weir
Sobre Meninos e Lobos Clint Eastwood
- Quem deveria ganhar: Clint Eastwood (Poderiam tocar Clint Eastwood do Gorillaz na hora da entrega do prêmio)
- Quem vai ganhar: Peter Jackson
- Quem o ZP quer que ganhe: Fernando Meireles (Só pela cena clássica: - Dadinho o caralho, meu nome é Zé Pequeno, porra! Já valeria o prêmio, imagina com toda a ultraviolência utilizada no resto do filme.)
- Quem não deveria ganhar de jeito nenhum: Peter Weir (Chato, absurdamente chato)
Melhor Ator:
Indicados:
Johnny Depp Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
Ben Kingsley House of Sand and Fog
Jude Law Cold Mountain
Bill Murray Encontros e Desencontros
Sean Penn Sobre Meninos e Lobos
- Quem deveria ganhar: Sean Penn
- Quem vai ganhar: Sean Penn
- Quem o ZP quer que ganhe: Johnny Depp (Porque é o Johnny Depp e -todos no ZP gostaram do Capitão Jack Sparrow)
- Quem não deveria ganhar de jeito nenhum: Bill Murray (Não gostamos dos Caça Fantasmas)
Melhor Atriz
Indicadas:
Keisha Castle-Hughes Encantadora de Baleias
Diane Keaton Alguém Tem que Ceder
Samantha Morton Terra dos Sonhos
Charlize Theron Monster
Naomi Watts Vinte e UM Gramas
- Quem deveria ganhar: Naomi Watts
- Quem vai ganhar: Naomi Watts
- Quem o ZP quer que ganhe: Naomi Watts (Além de estar num dos nossos filmes preferidos, Vinte e UM Gramas, protagonizou a cena de sexo que mais rendeu homenagens solitárias para o pessoal do ZP)- mas também poderia ser a gostosa da Charlize Theron.
- Quem não deveria ganhar de jeito nenhum: Keisha Castle-Hughes (Se ela ganhar vai se mostrar uma Encantadora de Cobras dos membros da Academia)
Melhor Ator Coadjuvante
Indicados:
Alec Baldwin The Cooler
Benicio Del Toro Vinte e UM Gramas
Djimon Hounsou Terra dos Sonhos
Tim Robbins Sobre Meninos e Lobos
Ken Watanabe O Último Samurai
- Quem deveria ganhar: Benicio Del Toro
- Quem vai ganhar: Benicio Del Toro
- Quem o ZP quer que ganhe: Ken Watanabe (Foi incrivelmente chato durante todo o filme, mas teve a dignidade de se matar no final)
- Quem não deveria ganhar de jeito nenhum: Alec Baldwin (Fala sério!)
Melhor Atriz Coadjuvante
Indicadas:
Shoreh Aghdashloo House of Sand and Fog
Patricia Clarkson Do Jeito Que Ela É
Marcia Gay Harden Sobre Meninos e Lobos
Holly Hunter Aos Treze
Renée Zelweger Cold Mountain
- Quem deveria ganhar: Marcia Gay Harden
- Quem vai ganhar: Renée Zelweger
- Quem o ZP quer que ganhe: Renée Zelweger (Desculpem a ignorância, mas só conhecemos ela)
- Quem não deveria ganhar de jeito nenhum: Holly Hunter (Lembra uma ex-namorada do Minduim)
Em homenagem ao nosso ancestral 100cueca, colocamos nossas camisas emboloradas do Che Guevara e nossas boinas vermelhas e nos despedimos do velho computador Oscar De La Hoya, lembrando de que agora o QG do 100C é virtual, graças ao ZP.
Viva Oscar De La Hoya
Viva os ornitorrincos
Viva a Dercy Gonçalves
O Cauby Peixoto saiu do armário, você pode sair também!!
O QG
enviada por Millie Vanillie
06/02/2004 11:24
Ninguém me ama? Que dó...
Meus queridos,
Escrevo sob profunda tristeza, com o coração cheio de pesar, porque o Rafa está chorando como uma menina que perdeu a apresentação do balé.
Seu choro irritante tem um motivo: ele diz que ninguém, nem vocês, nem o Minduím, nem o Bozo, nem a mãe dele, o ama. Só porque não houve um comentário em seu último post.
Ele disse que quer sair do Zé Povinho, deixando o blog para as várias facetas, decorretentes da múltipla personalidade deste que vos escreve. Até aí tudo bem, nem iria sentir falta desta franga, mas ele ameaçou não emprestar mais a sua irmã para Minduím, o pedófilo!
Diante deste fato dramático, nós pedimos a todos: escrevam para o Rafa. Mandem mensagens positivas ou Vira homem, franga!, contem piadas... o que importa é que seja direcionado para ELE.
A coisa mais feia do mundo é ver um macho barbado chorando... eu não agüento mais, por favor ajudem.
enviada por Millie Vanillie
05/02/2004 15:24
Demorou tanto tempo para escrever e quando escreve...
O termômetro retal deve ter feito mal à cabeça de nosso amigo Rafinha, o melindroso.
Além de desmentir os relatos de Minduím, o mito, Rafa mencionou um certo affair com a estagiotária Tibúrcia, a noiva do capeta.
Diante deste fato triste, Minduím, o sábio, só tem a dizer: Rafa, vá tomar no centro do olho do teu butão.
Abrasso
Ass: Hong Kung Fu
PS.- Minduím, o ocupado, não pôde responder pessoalmente a estes ataques brutais porque está, no presente momento, conversando intimamente com a irmã de Rafa, o mané.

enviada por Millie Vanillie
05/02/2004 15:08
Olá pessoal. O Rafa voltou!!!
É, eu estive doente por uns dias, mas agora estou de volta e pronto para implicar com meu bom amigo Minduím, o chato.
Em um de seus últimos posts, Minduím, o falastrão, contou uma histórinha engraçadinha sobre os fatos ocorridos no sítio (Citi?) durante o fim-de-semana.
Ele fez e aconteceu, e foi o maior sucesso da viagem, de acordo com a versão dele. Qual não foi minha surpresa quando, inocentemente, comentei com um amigo em comum sobre a maravilhosa aventura de Minduím, o larápio.
Descobri que Minduím, o mentiroso, havia passado o fim-de-semana em casa, pois estava com os nervos em frangalhos de ansiedade de saber quem seriam os indicados para o paredão da semana no BBB4. Além disso, Minduím, o romântico, há muito não pensa em promiscuidades, pois está apaixonado pela colega do escritório que senta ao seu lado.
Resumindo: era tudo páia. Minduím, meu velho, para de enrolar e cai matando, que a gatinha tá na sua.
Abrassos
enviada por Millie Vanillie
04/02/2004 15:20
Filhos de Jorge, homens e mulheres de Ben:
Se fizermos uma analogia na famigerada música brasileira, e jogarmos seus maiores compositores e interpretes numa árvore genealógica, teremos frutos de todos os tipos, graças à imensidão de ritmos, regionalismos e estilos que a nossa música incorpora.
Heitor Villa-Lobos é a raiz, sem dúvida. Maestro genial, compositor de uma das canções mais belas que se tem notícia, Trenzinho Caipira, foi importante até para a bossa nova, pela profunda influência que exerceu sobre a obra de nosso maior fruto, Tom Jobim.
Garoto, um dos maiores instrumentistas que o país já teve, popularizou o choro, junto com Pixinguinha. De formas distintas, mas essenciais.
Noel Rosa foi a gênese do samba como o conhecemos hoje. Está para o samba como Robert Jonhson está para o blues norte americano. Sem contar a contribuição para a consolidação musical de nosso maior letrista: Chico Buarque.
Mário Reis, sambista branco da alta classe, têm seus discos disputados a tapa em sebos. É tão importante quanto Nei Lopes, mestre intelectual do samba, que projeta uma carreira literária tão brilhante quanto a musical.
Milton Nascimento é talvez o compositor brasileiro mais influente no exterior depois de Jobim. Com obras definitivas como O Milagre dos Peixes, Bituca tornou-se referencial obrigatório para jazzistas do quilate de Pat Metheny, o príncipe elegante de jazz moderno.
Prestígio também é o que não falta a Djavan e Ivan Lins. Suas canções mágicas são interpretadas por artistas de todos os cantos do mundo. Inclusive, Djavan já tem um bastardo com um certo talento. (Alguém disse Vercílo?).
Temos ainda Caetano, Gil, Tom Zé e João Bosco da turma dos célebres.
Arnaldo Baptista, Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção da turma dos paulistas vanguardistas.
Tim Maia, Cassiano, Bebeto, Simonal da galera black.
Até Sabota (infelizmente de maneira póstuma) e Mano Brown são reconhecidos como poetas por eruditos chatos, porém sensatos.
Mas parece que ninguém descobriu que quase toda a cena da nova música brasileira, celebrada com ares de inovação e frescor sobre o marasmo musical que o país agüentou durante anos, tem um único pai, justamente o esquecido de nove entre dez listas dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos: Jorge Ben.
Um dos maiores artistas de todos os tempos, Jorge uniu o samba, o rock, o funk, a negritude, o candomblé (ou religiosidade) como ninguém.
Sua levada genial no violão deu nova cara à música tupiniquim sem alarde nenhum. Com a banda do Zé Pretinho (Povinho?) ou Admiral Jorge V, de Samba Esquema Novo ao Acústico MTV, Jorge fez o diabo, inventou o tal do samba-rock, foi subversivo sem participar deste ou aquele movimento. Não estava preocupado com panelas doces nem bárbaras, só em fazer música.
O resultado pode ser visto em todo lugar: desde Noites de Ben, projeto da melhor banda brasileira da atualidade, Nação Zumbi, em que os recifenses tocam somente canções de Jorge no show; Samba Blim, disco de Valéria Sattamini, grata revelação de nossa música, que regravou duas canções do Alquimista em seu álbum.
Andréa Marquee não batizou sua estréia de Zumbi por acaso.
Paula Lima, a diva, canta Jorge até cansar em seus shows, sem contar com a gravação de Guarda Chuva com o Funk Como Le Gusta.
Nhocuné Soul, uma das bandas mais promissoras para 2004, faz conexões diretas com a música de Jorge.
Os Racionais MCs fizeram Jorge de Capadócia ficar ainda mais melancólica e profunda.
Max de Castro dedicou Samba Raro ao mestre. Aliás, sua obra mostra-se cada vez mais calcada no som de Ben, sem perder a originalidade.
Simoninha foi um dos responsáveis pelo show no Olímpia que reergueu a carreira de Jorge, que andava esquecido da mídia e do público.
Beck é Ben desde criancinha.
Os Beastie Boys mudaram (para melhor) o som após serem apresentados ao Samba Raro por Mario Caldato (produtor renomado, responsável por A Procura da Batida Perfeita, de Marcelo D2), que é um divulgador dos discos geniais para os artistas gringos.
Se todos eles reconheceram, por que o resto do país ainda o ignora?
Não uma ignorância declarada, mas uma ignorância cínica de reconhece-lo apenas como o cara da alegria, o animador de festas e nada mais, sendo que sua importância é imensurável.
Ainda há tempo, não adianta começar a curtir depois que ele morrer, como gostamos de fazer com nossos artistas.
Umbabarauma, homem-gol...
enviada por Millie Vanillie
02/02/2004 22:28
As aventuras de Minduím
Como todos sabem, sexta-feira foi aniversário do Rafa e estávamos programando uma festinha digna de ser lembrada na terceira idade.
Mas o destino, este senhor incompreensível, fez com que Rafinha ficasse dodói e tivemos que desmarcar o come e bebe (ou bebe e come?). Como Rafinha estava usando um termômetro retal que mais parecia o dedo do ET, nem sair de casa ele pôde.
Se desgraça pouca é bobagem, a chuva torrencial que caiu dos céus de Sampa acabou com qualquer plano de Rafa.
Mas nem tudo estava perdido.
Minduím, o destemido, tinha sido convidado para passar um agradável final de semana num sítio localizado em alguma cidade no interior de São Paulo. Segundo informações, este sítio estaria ocupado por mulheres. Muitas mulheres.
Já que ele não poderia conhecer melhor a balzaca que anda dando mole, resolveu arriscar o sítio mesmo.
Mas nem tudo é fácil na vida de Minduím, o sofrido. Ele teria que enfrentar horas de viagem dentro de um trem maltratado até chegar ao seu destino. Pior: ele só poderia ir sábado à noite, pois era o horário que um amigo seu (que sabia o caminho) poderia acompanhá-lo.
Após horas de viagem ao lado de uma tiazinha que lembrava muito o Pedro de Lara, Minduím, o impaciente, e seu amigo chegaram à cidade.
Chegando no sítio, Minduím, o espantado, teve a ligeira impressão de estar adentrando na cidade bíblica de Sodoma (ou Gomorra, tanto faz).
Mulheres dançando sensualmente em volta da piscina, casais se agarrando em qualquer canto, cachorros felizes copulando. É verdade que a trilha sonora era muito pobre para os ouvidos de Minduím, o erudito, mas algumas latas de cerveja tornam qualquer pessoa mais tolerante.
Sendo recebido com beijos no pescoço e abraços lascivos das mulheres (que ele nem conhecia), Minduím, o visionário, pensou: me dei bem.
É verdade também que nem todas mulheres era tão voluptuosas quanto Minduím, o criterioso, gostaria que fossem, mas mesmo assim ele estava satisfeito.
Na noite de sábado Minduím, o estrategista, escolheu as vítimas em potencial, dando atenção especial a critérios essenciais, como por exemplo: tamanho da bunda e tamanho do namorado.
Algum tempo depois e muitas cervejas a mais, nosso herói notou que os casais sumiram misteriosamente e só as mulheres menos afortunadas esteticamente estavam acordadas, fato que o levou a mudar os planos. Minduím, o maquiavélico, iria agir no domingo.
Acordando cedo para não perder tempo, Minduím, o metido, fitou as possíveis candidatas, calculou o tempo que levaria para concluir os três estágios de seu Manual de Conduta (Xavecar, Agir e Dispensar) e chegou à conclusão de que três simpáticas garotas seriam suficientes para tornar seu final de semana feliz.
Foi quando Minduím, o esperto, chegou no que seria sua primeira vítima.
Morena, alta, e com um corpo de dançarina de baile funk, ela sorriu às investidas de Minduím, o galã, e ele sabia que logo estariam se pegando no quarto.
Mas existe um detalhe: Minduím, o sistemático, não poderia ser visto pelas outras duas vítimas em potencial, o que tornou sua cruzada ainda mais difícil.
Como o quarto estava ocupado, nosso herói teve que manter a agradável conversa com sua interlocutora.
No começo foi fácil, mas alguns minutos depois Minduím, o mártir, jurava que estava diante da professora do Charlie Brown, e quase respondeu: Não professora, meu cachorro não vai mais comeu meu dever de casa.
Quarto desocupado, Minduím, o direto, mandou na lata: Vamos para o quarto? sem dizer uma palavra e sorrindo, a pobre vítima caminhou em direção ao ninho da luxúria.
Enquanto caminhavam e ela falava algo que ele não se lembra por não estar prestando atenção, Minduím, o persuasivo, tentava se lembrar onde estavam as camisinhas, além de estar planejando a desculpa que ele usaria para não ficar abraçadinho com a formosa morena após suas travessuras sexuais.
Ele estava preparado para tudo.
Melhor dizendo, para QUASE tudo.
Quando está entrando no quarto, Minduím, o espantado, e sua acompanhante dão de cara com um robusto cidadão que fez uma cara mais espantada que a de nosso destemido herói.
- O que vocês estão fazendo aqui? disse o leitão.
- Nada diz a moça ele veio me mostrar uma coisa, mas já estamos indo.
Estamos indo???
Como assim? Rapidez não é uma das virtudes de Minduím, o acrobata, que planejava ficar algum tempo naquele quarto.
De repente, ela se vira e vai embora.
Minduím, o incrédulo, vai atrás da moça que, aos prantos, diz que avisou sobre seu namorado e aquele era o primo de seu amado.
Namorado?
Minduím, o ouvinte, deve ter deixado isso passar despercebido quando ficou pensando no jogo do Timão enquanto a moça falava e ele balançava a cabeça.
Minduím, o insistente, não é homem de deixar as oportunidades passarem, mas o primo do tal namorado veio atrás deles e estava com cara de poucos amigos. Como isso não era de Minduím, o Leão da Montanha, ele resolver armar uma saída pela esquerda e deixou os dois conversando mais tranqüilamente.
Mas nem tudo estava perdido, parte II.
Minduím, o prevenido, ainda tinha duas cartas na manga.
A primeira, e mais desejada, era prima de um amigo.
Novinha, é verdade, mas isso não é problema para Minduím, o empreendedor.
Ao vê-la tomando sol na piscina, Minduím, o gato, armou-se com sua sunga mais supimpa, sorriu e sentou ao seu lado.
É recebido com frieza e uma pergunta capciosa: E aí, cadê a sua namoradinha?.
Novamente espantado, ele nega veementemente até o fim, mas a Lolita havia visto Minduím, o já nem tão esperto assim, entrar na casa com um sorriso no rosto e a morena a tira-colo.
Antes que pudesse afundar em vergonha e raiva, Minduím, o samurai, ainda tinha uma batalha: a terceira carta, a loirinha que ele julgava a mais fácil, por isso nem se importou em deixá-la por último.
Quando foi procurar a única coisa que salvaria o seu fim de semana, Minduím, o atrasado, contempla sua pretendida agarrada com Botinha.
Sim, Botinha, o esquecido. Ele havia sido subjugado por Minduím, o
superior, e estava quase copulando com a loirinha fácil.
Minduím, o derrotado.
Minduím, o babaca.
Ele não podia acreditar em que seus olhos tristes lhe mostravam.
Tentando conter a vontade de gritar a plenos pulmões, Minduím, o avarento, foi surpreendido com a presença de uma simpática (mas muito feia) garota que flertava com nosso derrotado amigo desde que havia chegado.
Sem mais o que fazer, Minduím, o imbecil, a levou para bem longe, onde ninguém pudesse vê-los e mostrou porque um dia foi chamado de Anaconda.
Moral da história?
"Antes mal acompanhado do que punheteiro.
É só negar tudo e não contar para os amigos."
enviada por Millie Vanillie
29/01/2004 11:20
Live in Jail
Ano bissexto é ano-zica. Tudo que houver para acontecer de estranho na vida de um cidadão ocorre num enigmático ano bissexto.
Vejamos: A Seleção apanhou do Paraguay, a Nicole Kidman não foi indicada ao Oscar, o Meirelles foi indicado ao Oscar, estrearam um novo BBB, o Alexandre Frota vai estrelar um filme pornô, o Lula deu um pé na bunda do Cristovan Buarque, o grupo Parmalat no Brasil pediu concordata, a Rita Lee endoidou de vez, o New York Times está fazendo um lobby para transformar o Brasil num país hostil, liderando outros países da América Latina na falta de cooperação (ou seria ato de abrir as pernas?) com os EUA, a bonitinha do metrô engordou uns quilos... Ainda estamos no 29º dia do ano.
Para comprovar a teoria do ZéPovinho, uma de nossas maiores inspirações, o compositor da canção que serve de trilha sonora para as aventuras sexuais de Minduím (Sex Machine) foi preso após dar uns sopapos na mulher.
Estamos falando do pai da soul music, o homem que inventou o funk (de verdade): Mr Dynimite, ou simplesmente James Brown.
Em protesto a este ato hediondo (onde já se viu prender um senhor de 70 anos, ainda mais se este senhor é o James Brown?), vamos deixar nossos cabelos iguaizinhos ao cabelo do mestre JB na foto abaixo.
Style...

enviada por Millie Vanillie
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