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07/03/2004 23:14
Nóis capota, mais nóis num breca!!!!

Amigos leitores,

Temos o prazer de informar que vocês podem parar de chorar e rezar para Virgílio buscar-nos no círculo mais profundo do inferno de Dante.

Voltamos do inferno que a Diaba com as pernas marcadas por infinitos buracos é senhora absoluta. E nem é tão feio assim.
Rolou um racha no ZP e 50% de nosso staff foi gentilmente convidado a deixar o QG antigo (vulgo “escritório”, “estágio”, “senzala”). Os outros 50% (Rafa) ficaram para contar história.

Mas isso não foi o suficiente para nos abater.

Após uma breve passagem no Limbo conversando com os pensadores, quase uma semana de emoção extrema depois de ver a platéia que presenciava a entrega dos prêmios do Oscar 2004 aplaudir o Sean Penn (nosso ídolo) de pé, e um período em clínicas de desintoxicação para tratarmos das crises de abstinência que sofremos ao nos livrarmos do terrível vício das balas Juquinha (Cold Turkey é foda), nóis tamo na fita e os praibói ta no DVD!!! Somos piores que o Jason e o James Brown: Quando você acha que eles estão acabados, eles aparecem mais fortes (Descontando os sopapos em cônjuges).

Vamos às novidades:

- A balzaca que andava dando bola para Minduím, o herói, se encheu de enrolação e resolveu trazer o Rafa para os braços de Balzac. Não é lindo? Eles estão namorando sério e já até andaram escolhendo nomes para os filhos que terão: Se for menina será Madeinusa, e se for um menino será Madeinuso. Para você que fez cara de interrogação, explicamos: Madeinusa é um nome que a futura mommy viu numa roupa e achou lindo – Na verdade foi na etiqueta da tal roupa, que estava escrito Made in USA.
Ai, ai, não teve graça nenhuma...

- Minduím, o pródigo, arrumou novo estágio e já está se envolvendo com o Zé Povinho de lá. Ele andou dando uns esporros numas ex que andavam se achando especiais demais também... E agora está se dedicando mais aos livros e menos às suas fãs. Chuta que é macumba!

- Botinha, sempre ele, tomou outra bota.

Pronto, acabaram as novidades.


Arreia as calças e mostra...

E o carnaval de vocês, como foi?

Usaram camisinha, vomitaram fora do carro, beberam o suficiente para não se lembrar das criaturas pouco agradáveis esteticamente (para não dizer “horríveis”) que vocês andaram abraçando?

Nós andamos observando os jovens freqüentadores dos ambientes de luxúria que só existem no nosso Brasil e descobrimos que a nossa “geração” é mais sexualmente ativa, mas incrivelmente desprovida de qualquer resquício de dignidade intelectual e cultural.

Somos divididos em grupos estereotipados que, na maioria dos casos, fala, pensa e age da mesma forma:

- As meninas que dizem “fala sério” a cada frase, são as mais comuns: com uma garrafa de Smirnoff Ice na mão e nada na cabeça, rebolam atraindo a ala masculina, beijam o primeiro Zé que aparece, são arrastadas “contra a vontade” para uma rua escura, fazem o diabo e terminam a noite dizendo “Eu nunca tinha feito nada assim antes, você acha que eu sou vadia?”. Não, minha filha, você é a Madre Tereza de Calcutá...

- Os caras são criativíssimos e cometem famosas abordagens. É bem simples, você também pode aprender - É só olhar para o cabelo da vítima em potencial e fazer um convite implícito irresistível, como por exemplo: “Nossa, MORENA, eu estou louco para beijar a sua boca” Se ela resistir, insista “Só dá você aqui, você é a mais gata, estou te olhando desde que cheguei” – E não é que dá certo???? – Mas, se mesmo com todas essas táticas mais infalíveis que planos do Cebolinha você ainda tomar um “sai daqui”, é só pedir para a gata te apresentar a amiga feia, que provavelmente estará dançando perto do banheiro masculino, onde está a maior concentração de bêbados terminais que não ligam mais para esse negócio de beleza.

Quando o Umberto Eco caracteriza o falso absoluto, diz que é a Vênus de Milo com os dois braços. Nossos colegas de geração representam a Vênus de Milo sem braço nenhum.

É como você olhar para “A Metamorfose de Narciso”, de Dalí.
De um lado, existe a aparência ostentada, aquela aparência criada arduamente em laboratórios, em sessões diárias de “Malhação”, “Capricho”, MTV, Charlie Brown Jr, CPM22 e congêneres.

Do outro lado, a verdadeira aparência: disforme, feia, vazia e solitária, acaba se tornando uma antítese dela mesma. Discursos frágeis, perspectiva de futuro nula, preocupação com o umbigo maior do que o normal. Não gostam de cinema (“Só vou para das uns malhos”), de livros, de música de verdade, não querem trabalhar e se orgulham disso. O maior modelo deles é um “poeta” que abusa da rebeldia de plástico, que não usa sapato, mas quer que isso se foda.

Ter uma conversa inteligente é mais difícil que acreditar na Tiazinha como atriz séria.

Atendendo a pedidos

Na verdade, foi um pedido só: A gracinha da Dri perguntou de quem era a música que havia sido postada há umas semanas.
Como provavelmente alguém mais deve ter feito a mesma pergunta, aí vai:

“Feelin' The Same Way” está o primeiro disco da Norah Jones e foi uma homenagem meio enrustida à Laranja Mecânica. Existe uma cena clássica que, o Alex DeLarge e seus amigos aterrorizam um escritor e sua esposa. Enquanto eles cometem as maiores barbáries possíveis e imagináveis, o líder (DeLarge) canta o tema do filme “Cantando na Chuva”.

Guardadas as devidas proporções, a Diaba era o DeLarge e nós éramos as vítimas espancadas e violentadas. A contraposição da situação caótica com uma música bonitinha ao fundo é a coisa mais demente que pode existir.
E nós somos especialistas nessa área, não é, Dri?

Dia Internacional da Mulher

Dia Oito de Março é apenas um símbolo da luta e (principalmente) das conquistas das mulheres em todo o mundo, especialmente a partir dos anos sessenta. A importância das mulheres é bem maior, não há como ser representada em uma única data.

Esquecendo piadas de mau gosto, como que os outros 365 (ano bissexto) dias são dos homens, queremos parabenizar todas as mulheres pelo dia e dizer o quanto elas são admiradas pela força, grandeza de alma, beleza, graça.
Principalmente, por agüentarem nosso mau humor, nossa presunção e prepotência nos mostrando que não existem sexos e raças, existem seres humanos.

Mulheres, nós amamos vocês. Vocês querem um abraço?
enviada por Millie Vanillie






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