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"Para que viver? Tudo � v�o! Viver... � trilhar palha; viver... � queimar-se sem chegar a se aquecer" - F. Nietzsche, Assim Falou Zaratrusta .
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03/05/2004 00:46
O Retorno dos Cavaleiros de Jedi
Aproveitando o retorno temporário do limbo, após conversas extremamente elucidativas com os filósofos, sob a luz que eclodia da filosofia, vamos para uma rápida atualização dos causos verídicos que aconteceram de verdade e vamos para o Limbo de novo.
- O Rafa está crazy in love e não é pela balzaca. Aliás, ele está namorando e muito bem, obrigado. Em resumo, toda aquela choradeira que só Minduím, o pródigo, tinha a atenção da mulherada era tudo balela.
- Minduím, o enrolado, continua enrolado. Depois de ler o Budapeste, do Chico Buarque, ele decidiu que vai virar um escritor fantasma de fanzines húngaros. Desistiu da idéia de ser astronauta.
Vocês esperavam outra coisa?
Enfim, como ninguém mais deve ler este blog, não adianta ser mais prolixo que um argentino, vamos escrever só o que realmente é necessário.
Existem marés e existe a Lua... Existem canções:
Muito antes de Jung, Rimbaud e Engels serem discutidos em mesa de bar, um assunto não sai das mentes conturbadas das pessoas
Aquele assunto que nos faz acordar no meio da noite com uma dor dilacerante no peito, faz-nos perder horas do dia pensando em sutilezas inúteis, aquele assunto que torna você mais vulnerável e conseqüente um idiota involuntário.
Certo dia, numa cidade que não importa o nome, uma pessoa me disse que tudo é dor, e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor (isso é doutrina budista, não Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto). Legal, o Renato Russo já havia me ensinado isso (muitos) anos antes.
So what?
Essa pessoa, da cidade que não importa o nome, continuou o raciocínio de uma forma inédita até então. Buda (okay, a pessoa dizia Renato, mas vou omitir essa parte) não estava se referindo à dor física ou espiritual, eu sei lá quantos tipos de dores devem existir, mas ao medo de se entregar para alguém.
Uma afirmação absurda, quiçá insana como essa chega a ter um certo sentido, you know that?
A mesma pessoa da cidade irrelevante metaforizava a condição pessimista do ser humano, que morre de medo do que pode acontecer hipoteticamente.
Seguindo uma espécie de Manual Jim Morrison de auto-explicação, hipoteticamente provém de hipótese, e isso quer dizer que pode acontecer ou não.
Se viramos noites de sono imaginando o que pode dar errado, por que será que não conseguimos imaginar o que pode dar certo?
É a tal condição pessimista que tornou o imbecil do Murphy famoso.
Nos privamos de oportunidades únicas e verdadeiras por medo de errar. O velho texto batido dos amantes mal amados continua num ciclo vicioso sem fim.
Sem querer, dizemos adeus exatamente por que não queríamos fazer isso.
A pessoa da cidade incógnita tinha uma certa razão em seus devaneios literários imprecisos. Ela poderia escrever um livro de como não agir numa pretensa relação que seria um sucesso. Burro, mas um sucesso.
Claro que isso não foi contado à toa.
A tal pessoa havia perdido uma pessoa querida por medo de errar como havia errado durante toda a vida.
o}+>, como vamos chamá-lo a partir de agora (escrever pessoa da tal cidade encheu o saco), descreveu sua pretendida, sim era uma mulher, como alguém única no mundo, julgou ter recebido o presente da própria Afrodite, como na ocasião em que ela mostrou Helena ao Príncipe Paris e fodeu (ops) com a Grécia e Tróia. Uma mulher com uma beleza interior e exterior tão grande que deixava o}+> tonto sempre que estava por perto.
Durante anos eles estiveram à mercê do inevitável, mas inexplicavelmente nunca ficaram juntos como todos esperavam.
O porquê?
Como eu vou saber? Perguntem ao o}+>.
Anyway, o nosso nobre o}+> não esperava que sua pretendida rompesse o acordo silencioso de não se manifestarem e num dia chuvoso declarou tudo o que sentia e tanto a inspirava e incomodava.
Entorpecido pela surpresa, o}+> disse que não conseguiu fazer nada além de ser extremamente frio e superficial. Profundamente superficial. Tratou daquele assunto tão importante como se estivesse falando do resultado da tele sena. Fez a pretensa se sentir uma imbecil, que se afastou e nunca mais tiveram um resquício do que tiveram um dia.
Depois disso, o}+> voltou para as mulheres fáceis e burras, afinal, dá muito trabalho tentar ser completo, verdadeiro e feliz com alguém que realmente valha à pena.
Mas não houve arrependimento.
Nós nascemos, crescemos, nos tornamos burros, tomamos decisões erradas, estragamos tudo, casamos com a pessoa errada e depois morremos, dizia o}+>. É a vida.
Eu vou correr para os discos da Legião encontrar mais mensagens subliminares como essa.
Mas antes, um piano, metais, baixo acústico e uma voz feminina... É uma pena, mas você não vale à pena. Não vale uma fisgada dessa dor Deve ser a pretensa do o}+>.
Porra, por que o macaco aprendeu a falar?
enviada por Millie Vanillie
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